Bula do Dipirona Sódica para o Profissional

Bula do Dipirona Sódica produzido pelo laboratorio Medley Indústria Farmacêutica Ltda
para o Profissional com todas as informações sobre este medicamento

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Bula do Dipirona Sódica
Medley Indústria Farmacêutica Ltda - Profissional

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BULA COMPLETA DO DIPIRONA SóDICA PARA O PROFISSIONAL

Dipirona monoidratada

Medley Indústria Farmacêutica Ltda.

comprimido

500 mg

dipirona monoidratada

Medicamento Genérico, Lei n° 9.787, de 1999

APRESENTAÇÃO

Comprimidos de 500 mg: embalagens com 30, 100 ou 240 comprimidos.

USO ORAL.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 15 ANOS.

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido contém:

dipirona monoidratada...........................500 mg

excipientes q.s.p.....................................1 comprimido

(amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, povidona, talco).

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

Este medicamento é indicado como analgésico e antitérmico.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

A ação antipirética e analgésica da dipirona oral foi avaliada em estudos clínicos duplo-cego.

Em um estudo duplo-cego com pacientes com febre tifóide, 25 pacientes receberam 500 mg de

dipirona VO e 28 receberam 500 mg de paracetamol VO. A temperatura retal e os registros de pulso

foram monitorados a cada 30 minutos. Efeitos antipiréticos foram observados no grupo dipirona e

paracetamol aos 30 e 60 minutos respectivamente. Foram calculadas a área sob a curva tempo-

temperatura tanto para a dipirona (148ºC·h) quanto para o paracetamol (128ºC·h), a diferença entre as

áreas foi significativamente maior para os pacientes que receberam dipirona. O total de antipirese nos

dois grupos foi calculado pelos escores das somas de redução de temperatura até 6 horas após

administração da medicação, que foi maior que 300 para os pacientes recebendo dipirona e menor que

300 para os pacientes que receberam paracetamol (p<0,05) (Ajgaonkar VS, 1988).

A ação analgésica da dipirona oral versus placebo foi avaliada em estudo clínico multicêntrico,

randomizado, duplo-cego, cruzado, controlado por placebo, envolvendo 73 pacientes com crise de

enxaqueca com ou sem aura, selecionados para receber 1 g de dipirona via oral ou placebo. A

intensidade da dor foi medida através da escala verbal de dor antes e 1, 2, 4 e 24 h após o tratamento.

Melhora significativa da dor foi observada com dipirona, comparativamente ao placebo em todos os

pontos medidos. As percentagens de "alívio da dor" obtidas 1, 2 e 4 horas após a ingestão oral de 1 g

de dipirona variaram de 42% a 57,1% vs 19,6% a 28,6% para o placebo (p<0,001). (Tulunay et aL,

2004)

Doses orais únicas de dipirona 500mg e 1g versus ácido acetilsalicílico (AAS) 1g foram comparadas

em estudo clínico multicêntrico, randomizado, duplo-cego, de grupos paralelos, controlado com

placebo e comparador ativo, envolvendo 417 pacientes com cefaleia tensional episódica. O intervalo

de tempo resultante da soma da média ponderada da diferença de intensidade da dor sobre ambos os

episódios chegou a 12,20, 12,64, 10,56 e 8,10 para 500mg e 1g de dipirona, 1g de AAS e placebo,

respectivamente. (p <0,0001 para ambos os grupos dipirona e p <0,0150 para AAS versus placebo).

Observou-se uma tendência para início mais precoce de alívio da dor mais profunda com dipirona

500mg e 1g sobre 1g de AAS. Todos os medicamentos foram seguros e bem tolerados. (Martínez-

Martín et al, 2001)

REFERÊNCIAS

Ajgaonkar VS, Marathe SN, Virani AR. Dipyrone versus paracetamol: a double-blind study in

typhoid fever. J Int Med Res. 1988 May-Jun;16(3):225-30.

Martínez-Martín P, Raffaelli E Jr, Titus F, Despuig J, Fragoso YD, Díez-Tejedor E, Liaño H, Leira R,

Cornet ME, van Toor BS, Cámara J, Peil H, Vix JM, Ortiz P; Co-operative Study Group. Efficacy and

safety of metamizol vs. acetylsalicylic acid in patients with moderate episodic tension-type headache:

a randomized, double-blind, placebo- and active-controlled, multicentre study. Cephalalgia. 2001

Jun;21(5):604-10.

Tulunay FC, Ergün H, Gülmez SE, Ozbenli T, Ozmenoğlu M, Boz C, Erdemoglu AK,Varlikbas A,

Göksan B, Inan L. The efficacy and safety of dipyrone (Novalgin) tablets in the treatment of acute

migraine attacks: a double-blind, cross-over, randomized, placebo-controlled, multi-center study.

Funct Neurol. 2004 Jul-Sep;19(3):197-202. PubMed PMID: 15595715.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

A dipirona é um derivado pirazolônico não narcótico com efeitos analgésico, antipirético e

espasmolítico.

A dipirona é uma pró-droga cuja metabolização gera a formação de vários metabólitos entre os quais

há 2 com propriedades analgésicas: 4-metil-aminoantipirina (4-MAA) e o 4-amino-antipirina (4-AA).

Como a inibição da ciclooxigenase (COX-1, COX-2 ou ambas) não é suficiente para explicar este

efeito antinociceptivo, outros mecanismos alternativos foram propostos, tais como: inibição de síntese

de prostaglandinas preferencialmente no sistema nervoso central, dessensibilizacão dos nociceptores

periféricos envolvendo atividade via óxido nítrico-GMPc no nociceptor, uma possível variante de

COX-1 do sistema nervoso central seria o alvo específico e, mais recentemente, a proposta de que a

dipirona inibiria uma outra isoforma da ciclooxigenase, a COX-3.

Os efeitos analgésico e antipirético podem ser esperados em 30 a 60 minutos após a administração e

geralmente duram cerca de 4 horas.

Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética da dipirona e de seus metabólitos não está completamente elucidada, mas as

seguintes informações podem ser fornecidas:

Após administração oral, a dipirona é completamente hidrolisada em sua porção ativa, 4-N-

metilaminoantipirina (MAA). A biodisponibilidade absoluta da MAA é de aproximadamente 90%,

sendo um pouco maior após administração oral quando comparada à administração intravenosa. A

farmacocinética da MAA não se altera em qualquer extensão quando a dipirona é administrada

concomitantemente a alimentos.

Principalmente a MAA, mas também a 4-aminoantipirina (AA), contribuem para o efeito clínico. Os

valores de AUC para AA constituem aproximadamente 25% do valor de AUC para MAA. Os

metabólitos 4-N-acetilaminoantipirina (AAA) e 4-N-formilaminoantipirina (FAA) parecem não

apresentar efeito clínico. São observadas farmacocinéticas não-lineares para todos os metabólitos. São

necessários estudos adicionais antes que se chegue a uma conclusão sobre o significado clínico destes

resultados. O acúmulo de metabólitos apresenta pequena relevância clínica em tratamentos de curto

prazo.

O grau de ligação às proteínas plasmáticas é de 58% para MAA, 48% para AA, 18% para FAA e 14%

para AAA.

Após administração intravenosa, a meia-vida plasmática é de aproximadamente 14 minutos para a

dipirona. Aproximadamente 96% e 6% da dose radiomarcada administrada por via intravenosa foram

excretadas na urina e fezes, respectivamente. Foram identificados 85% dos metabólitos que são

excretados na urina, quando da administração oral de dose única, obtendo-se 3% ± 1% para MAA, 6%

± 3% para AA, 26% ± 8% para AAA e 23% ± 4% para FAA. Após administração oral de dose única

de 1 g de dipirona, o clearance renal foi de 5 mL ± 2 mL/min para MAA, 38 mL ± 13 mL/min para

AA, 61 mL ± 8 mL/min para AAA, e 49 mL ± 5 mL/min para FAA. As meias-vidas plasmáticas

correspondentes foram de 2,7 ± 0,5 horas para MAA, 3,7 ± 1,3 horas para AA, 9,5 ± 1,5 horas para

AAA, e 11,2 ± 1,5 horas para FAA.

Em pacientes idosos, a exposição (AUC) aumenta 2 a 3 vezes. Em pacientes com cirrose hepática,

após administração oral de dose única, a meia-vida de MAA e FAA aumentou 3 vezes (10 horas),

enquanto para AA e AAA este aumento não foi tão marcante.

Os pacientes com insuficiência renal não foram extensivamente estudados até o momento. Os dados

disponíveis indicam que a eliminação de alguns metabólitos (AAA e FAA) é reduzida.

Dados de segurança pré-clínicos

Toxicidade aguda:

As doses mínimas letais de dipirona em camundongos e ratos são: aproximadamente 4000 mg/kg de

peso corporal por via oral, aproximadamente 2300 mg de dipirona por kg de peso corporal ou 400 mg

de MAA por kg de peso corporal por via intravenosa. Os sinais de intoxicação foram sedação

taquipneia e convulsões pré-morte.

Toxicidade crônica:

As injeções intravenosas de dipirona em ratos (peso corporal 150 mg/kg por dia) e cães (50 mg/kg de

peso corporal por dia) durante um período de 4 semanas foram toleradas. Foram realizados estudos de

toxicidade oral crônica ao longo de um período de 6 meses em ratos e cães: doses diárias de até 300

mg de peso corporal/kg em ratos e até 100 mg/kg de peso corporal de peso em cães não causaram

sinais de intoxicação. Doses mais elevadas em ambas espécies causaram alterações químicas do soro e

hemossiderose no fígado e baço, também foram detectados sinais de anemia e toxicidade da medula

óssea.

Mutagenicidade:

Estão descritos na literatura tanto resultados positivos bem como negativos. No entanto, estudos in

vitro e in vivo com material específico grau Hoechst não deu indicação de um potencial mutagênico.

Carcinogenicidade:

Em estudos em ratos e camundongos NMRI em tempo de vida, a dipirona não mostrou efeitos

cancerígenos.

Toxicidade reprodutiva:

Estudos em ratos e coelhos não indicam potencial teratogênico.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Este medicamento não deve ser administrado a pacientes:

- com hipersensibilidade à dipirona ou a qualquer um dos componentes da formulação ou a outras

pirazolonas (ex. fenazona, propifenazona) ou a pirazolidinas (ex. fenilbutazona, oxifembutazona)

incluindo, por exemplo, experiência prévia de agranulocitose com uma destas substâncias;

- com função da medula óssea prejudicada (ex. após tratamento citostático) ou doenças do sistema

hematopoiético;

- que tenham desenvolvido broncoespasmo ou outras reações anafilactoides (isto é urticária, rinite,

angioedema) com analgésicos tais como salicilatos, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno,

indometacina, naproxeno.

- com porfiria hepática aguda intermitente (risco de indução de crises de porfiria);

- com deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) (risco de hemólise);

- gravidez e lactação (vide “Advertências e Precauções” – Gravidez e lactação).

Este medicamento é contraindicado para menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5

kg.

Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres

grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de

gravidez.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

ADVERTÊNCIAS

Agranulocitose induzida pela dipirona é uma casualidade de origem imunoalérgica, durável por pelo

menos 1 semana. Embora essa reação seja muito rara, pode ser grave que implique em risco à vida,

podendo ser fatal. Não é dose dependente e pode ocorrer em qualquer momento durante o tratamento.

Todos os pacientes devem ser advertidos a interromper o uso da medicação e consultar seu médico

imediatamente se alguns dos seguintes sinais ou sintomas, possivelmente relacionados a neutropenia,

ocorrerem: febre, calafrios, dor de garganta, ulceração na cavidade oral. Em caso de ocorrência de

neutropenia (menos de 1500 neutrófilos/mm3

) o tratamento deve ser imediatamente descontinuado e a

contagem sanguínea completa deve ser urgentemente controlada e monitorada até retornar aos níveis

normais.

Pancitopenia: em caso de pancitopenia o tratamento deve ser imediatamente descontinuado e uma

completa monitorização sanguínea deve ser realizada até normalização dos valores. Todos os

pacientes devem ser aconselhados a procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sinais e

sintomas sugestivos de discrasias do sangue (mal estar geral p. ex., infecção, febre persistente, nódoas

negras, sangramento, palidez) durante o uso de medicamentos contendo dipirona.

Choque anafilático: Essa reação ocorre principalmente em pacientes sensíveis. Portanto, a dipirona

deve ser usada com cautela em pacientes que apresentem alergia atópica ou asma (vide

“Contraindicações”).

Reações cutâneas graves: reações cutâneas com risco à vida, como síndrome de Stevens – Johnson

(SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) têm sido relatadas com o uso de dipirona. Se

desenvolverem sinais ou sintomas de SSJ ou NET (tais como exantema progressivo muitas vezes com

bolhas ou lesões da mucosa), o tratamento com a dipirona deve ser descontinuado imediatamente e

não deve ser retomado. Os pacientes devem ser avisados dos sinais e sintomas e acompanhados de

perto para reações de pele, particularmente nas primeiras semanas de tratamento.

PRECAUÇÕES

Reações anafiláticas/anafilactoides

Em particular, os seguintes pacientes apresentam risco especial para possíveis reações anafiláticas

graves relacionadas à dipirona (vide “Contraindicações”):

- pacientes com asma brônquica, particularmente aqueles com rinossinusite poliposa

concomitante;

- pacientes com urticária crônica;

- pacientes com intolerância ao álcool, por exemplo, pacientes que reagem até mesmo a pequenas

quantidades de bebidas alcoólicas, apresentando sintomas como espirros, lacrimejamento e rubor

pronunciado da face. A intolerância ao álcool pode ser indicativa da síndrome de asma analgésica

prévia não diagnosticada;

- pacientes com intolerância a corantes (ex. tartrazina) ou a conservantes (ex. benzoatos).

Antes da administração de dipirona monoidratada, os pacientes devem ser questionados

especificamente. Em pacientes que estão sob risco potencial para reações anafiláticas, este

medicamento só deve ser administrado após cuidadosa avaliação dos possíveis riscos em relação aos

benefícios esperados. Se a dipirona monoidratada for administrada em tais circunstâncias, é requerido

que seja realizada sob supervisão médica e em locais onde recursos para tratamento de emergência

estejam disponíveis.

Reações hipotensivas isoladas

A administração de dipirona pode causar reações hipotensivas isoladas (vide “Reações Adversas”).

Essas reações são possivelmente dose dependentes e ocorrem com maior probabilidade após

administração parenteral.

Para evitar as reações hipotensivas graves desse tipo:

- reverter a hemodinâmica em pacientes com hipotensão pré-existente, em pacientes com redução dos

fluidos corpóreos ou desidratação, ou com instabilidade circulatória ou com insuficiência circulatória

incipiente;

- deve-se ter cautela em pacientes com febre alta.

Nestes pacientes, a dipirona deve ser utilizada com extrema cautela e a administração deste

medicamento em tais circunstâncias deve ser realizada sob cuidadosa supervisão médica. Podem ser

necessárias medidas preventivas (como estabilização da circulação) para reduzir o risco de reação

hipotensiva.

A dipirona só deve ser utilizada sob cuidadoso monitoramento hemodinâmico em pacientes nos quais

a diminuição da pressão sanguínea deve ser evitada, tais como pacientes com doença cardíaca

coronariana severa ou estenose dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro.

Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, recomenda-se que o uso de altas doses de dipirona

seja evitado, uma vez que a taxa de eliminação é reduzida nestes pacientes.

Alteração na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas

Para as doses recomendadas, nenhum efeito adverso na habilidade de se concentrar e reagir é

conhecido. Entretanto, pelo menos com doses elevadas, deve-se levar em consideração que as

habilidades para se concentrar e reagir podem estar prejudicadas, constituindo risco em situações onde

estas habilidades são de importância especial (por exemplo, operar carros ou máquinas),

especialmente quando álcool foi consumido.

Gravidez e lactação

A dipirona atravessa a barreira placentária. Não existem evidências de que o medicamento seja

prejudicial ao feto: a dipirona não apresentou efeitos teratogênicos em ratos e coelhos, e

fetotoxicidade foi observada apenas com doses elevadas que foram maternalmente tóxicas. Entretanto,

não existem dados clínicos suficientes sobre o uso deste medicamento durante a gravidez.

Recomenda-se não utilizar a dipirona monoidratada durante os primeiros 3 meses da gravidez. O uso

deste medicamento durante o segundo trimestre da gravidez só deve ocorrer após cuidadosa avaliação

do potencial risco/benefício pelo médico.

A dipirona monoidratada não deve ser utilizada durante os 3 últimos meses da gravidez, uma vez que,

embora a dipirona seja uma fraca inibidora da síntese de prostaglandinas, a possibilidade de

fechamento prematuro do ducto arterial e de complicações perinatais devido ao prejuízo da agregação

plaquetária da mãe e do recém-nascido não pode ser excluída.

Os metabólitos da dipirona são excretados no leite materno. A lactação deve ser evitada durante e por

até 48 horas após a administração deste medicamento.

Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres

grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de

gravidez.

Populações especiais

Pacientes idosos: deve-se considerar a possibilidade das funções hepática e renal estarem

prejudicadas.

Crianças: menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg não devem ser tratadas com

dipirona. Este medicamento não é recomendado para menores de 15 anos.

Outros grupos de risco: vide “Contraindicações” e “Advertências”.

Sensibilidade cruzada

Pacientes que apresentam reações anafilactóides à dipirona podem apresentar um risco especial para

reações semelhantes a outros analgésicos não narcóticos.

Pacientes que apresentam reações anafiláticas ou outras imunologicamente-mediadas, ou seja, reações

alérgicas (ex. agranulocitose) à dipirona podem apresentar um risco especial para reações semelhantes

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Medicamento-medicamento: a dipirona pode causar redução dos níveis plasmáticos de ciclosporina.

As concentrações da ciclosporina devem, portanto, ser monitoradas quando a dipirona é administrada

concomitantemente.

A administração concomitante da dipirona com metotrexato pode aumentar a hematotoxicidade do

metotrexato particularmente em pacientes idosos. Portanto, esta combinação deve ser evitada.

A dipirona pode reduzir o efeito do ácido acetilsalicílico na agregação plaquetária, quando

administrados concomitantemente. Portanto, essa combinação deve ser usada com precaução em

pacientes que tomam baixa dose de ácido acetilsalicílico para cardioproteção.

A dipirona pode causar a redução na concentração sanguínea de bupropiona. Portanto, recomenda-se

cautela quando a dipirona e a bupropiona são administradas concomitantemente.

Medicamento-alimentos: não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos

e dipirona.

Medicamento-exames laboratoriais: não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência

de dipirona em exames laboratoriais.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Este medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e

umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Este medicamento se apresenta na forma de comprimido branco a praticamente branco, plano, circular,

com bordas chanfradas, sulcado em uma face e gravado logotipo Medley na outra.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Tomar os comprimidos com líquido (aproximadamente ½ a 1 copo), por via oral.

A princípio, a dose e a via de administração escolhidas dependem do efeito analgésico desejado e das

condições do paciente. Em muitos casos, a administração oral ou retal é suficiente para obter

analgesia satisfatória.

Quando for necessário um efeito analgésico de início rápido ou quando a administração por via oral

ou retal for contraindicada, recomenda-se a administração por via intravenosa ou intramuscular.

O tratamento pode ser interrompido a qualquer instante sem provocar danos ao paciente, inerentes à

retirada da medicação.

• dipirona monoidratada comprimidos 500 mg: adultos e adolescentes acima de 15 anos: 1 a 2

comprimidos até 4 vezes ao dia.

Se o efeito de uma única dose for insuficiente ou após o efeito analgésico ter diminuído, a dose pode

ser repetida respeitando-se a posologia e a dose máxima diária, conforme descrito acima.

Não há estudos dos efeitos de dipirona monoidratada comprimidos administrada por vias não

recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração

deve ser somente por via oral.

Populações especiais

Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, recomenda-se que o uso de altas doses de

dipirona seja evitado, uma vez que a taxa de eliminação é reduzida nestes pacientes. Entretanto, para

tratamento em curto prazo não é necessária redução da dose. Não existe experiência com o uso de

dipirona em longo prazo em pacientes com insuficiência renal ou hepática.

Em pacientes idosos e pacientes debilitados deve-se considerar a possibilidade das funções hepática

e renal estarem prejudicadas.

Este medicamento não deve ser mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS

As frequências das reações adversas estão listadas a seguir de acordo com a seguinte convenção:

Reação muito comum (≥ 1/10)

Reação comum (≥ 1/100 e < 1/10)

Reação incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100)

Reação rara (≥ 1/10.000 e < 1/1.000)

Reação muito rara (< 1/10.000)

Distúrbios cardíacos

Síndrome de Kounis (aparecimento simultâneo de eventos coronarianos agudos e reações alérgicas ou

anafilactoides. Engloba conceitos como infarto alérgico e angina alérgica).

Distúrbios do sistema imunológico

A dipirona pode causar choque anafilático, reações anafiláticas/anafilactoides que podem se tornar

graves com risco à vida e, em alguns casos, serem fatais. Estas reações podem ocorrer mesmo após a

dipirona monoidratada ter sido utilizada previamente em muitas ocasiões sem complicações.

Estas reações medicamentosas podem desenvolver-se imediatamente após a administração de dipirona

ou horas mais tarde; contudo, a tendência normal é que estes eventos ocorram na primeira hora após a

administração.

Normalmente, reações anafiláticas/anafilactóides leves manifestam-se na forma de sintomas cutâneos

ou nas mucosas (tais como: prurido, ardor, rubor, urticária, edema), dispneia e, menos

frequentemente, doenças/queixas gastrintestinais.

Estas reações leves podem progredir para formas graves com urticária generalizada, angioedema

grave (até mesmo envolvendo a laringe), broncoespasmo graves, arritmias cardíacas, queda da pressão

sanguínea (algumas vezes precedida por aumento da pressão sanguínea) e choque circulatório.

Em pacientes com síndrome da asma analgésica, reações de intolerância aparecem tipicamente na

forma de ataques asmáticos.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Além das manifestações de mucosas e cutâneas de reações anafiláticas/anafilactoides mencionadas

acima, podem ocorrer ocasionalmente erupções medicamentosas fixas; raramente exantema e, em

casos isolados, síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave, envolvendo erupção cutânea na

pele e mucosas) ou síndrome de Lyell ou Necrólise Epidérmica Tóxica (síndrome bolhosa rara e

grave, caracterizada clinicamente por necrose em grandes áreas da epiderme. Confere ao paciente

aspecto de grande queimadura) (vide “Advertências”). Deve-se interromper imediatamente o uso de

medicamentos suspeitos.

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Anemia aplástica, agranulocitose e pancitopenia, incluindo casos fatais, leucopenia e trombocitopenia.

Estas reações são consideradas imunológicas por natureza. Elas podem ocorrer mesmo após a

dipirona monoidratada ter sido utilizada previamente em muitas ocasiões, sem complicações.

Os sinais típicos de agranulocitose incluem lesões inflamatórias na mucosa (ex. orofaríngea, anorretal,

genital), inflamação na garganta, febre (mesmo inesperadamente persistente ou recorrente).

Entretanto, em pacientes recebendo terapia com antibiótico, os sinais típicos de agranulocitose podem

ser mínimos. A taxa de sedimentação eritrocitária é extensivamente aumentada, enquanto que o

aumento de nódulos linfáticos é tipicamente leve ou ausente.

Os sinais típicos de trombocitopenia incluem uma maior tendência para sangramento e aparecimento

de petéquias na pele e membranas mucosas.

Distúrbios vasculares

Reações hipotensivas isoladas

Podem ocorrer ocasionalmente após a administração, reações hipotensivas transitórias isoladas

(possivelmente por mediação farmacológica e não acompanhadas por outros sinais de reações

anafiláticas/anafilactoides); em casos raros, estas reações apresentam-se sob a forma de queda crítica

da pressão sanguínea.

Distúrbios renais e urinários

Em casos muito raros, especialmente em pacientes com histórico de doença renal, pode ocorrer piora

aguda da função renal (insuficiência renal aguda), em alguns casos com oligúria, anúria ou

proteinúria. Em casos isolados, pode ocorrer nefrite intersticial aguda.

Uma coloração avermelhada pode ser observada algumas vezes na urina. Isso pode ocorrer devido à

presença do metabólito ácido rubazônico, em baixas concentrações.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária -

NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância

Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE

Sintomas

Após superdose aguda foram registradas reações como: náuseas, vômito, dor abdominal, deficiência

da função renal/insuficiência renal aguda (ex. devido à nefrite intersticial) e, mais raramente, sintomas

do sistema nervoso central (vertigem, sonolência, coma, convulsões) e queda da pressão sanguínea

(algumas vezes progredindo para choque) bem como arritmias cardíacas (taquicardia). Após a

administração de doses muito elevadas, a excreção de um metabólito inofensivo (ácido rubazônico)

pode provocar coloração avermelhada na urina.

Tratamento

Não existe antídoto específico conhecido para dipirona. Em caso de administração recente, deve-se

limitar a absorção sistêmica adicional do princípio ativo por meio de procedimentos primários de

desintoxicação, como lavagem gástrica ou aqueles que reduzem a absorção (ex. carvão vegetal

ativado). O principal metabólito da dipirona (4-N-metilaminoantipirina) pode ser eliminado por

hemodiálise, hemofiltração, hemoperfusão ou filtração plasmática.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.